em de

A cultura do ódio e da vergonha na internet

Vivemos em um mundo globalizado com pessoas conectadas praticamente 24 horas à rede mundial de computadores, seja a trabalho, estudo, prática de crimes entre outras atividades, e com isso, algumas pessoas usam a internet para propagar discurso de ódio e passar vergonha

A cultura do ódio e da vergonha na internet. Foto: Pixabay
Ilustração. Foto: Pixabay

No Brasil sempre houve a corrupção, a cultura de ódio e o fascismo, mas nunca ficaram tão expostos quanto nos tempos atuais. Tudo isso graças à internet, a rede mundial de computadores que permite a troca de informações entre pessoas em diversas regiões distintas.

A evolução da tecnologia facilitou a vida de todos em geral, somos obrigados adaptar a essa nova evolução tecnológica que é atrativa e tentadora. Já não é mais novidade encontrar sinal de Wi-Fi na zona rural, ver crianças trocando as brincadeiras tradicionais e antigas por um celular ou tablet. É cada vez mais comum o interesse de todos pela tecnologia, principalmente dos mais jovens, fato que tem levado milhões de pessoas para as redes sociais.

Segundo uma reportagem corporativa publicada no site Exame, 62% da população brasileira está ativa nas redes sociais e isso inclui todo tipo de gente que se possa imaginar, dos intelectuais aos mais ignorantes. Houve um tempo em que era fácil diferenciar um ignorante de uma pessoa educada (inteligente), hoje ficou um pouco mais difícil por causa de “ideologias políticas” e “doutrinações” que se espalharam pelas redes sociais e pelo Brasil a fora.

O problema disso tudo não é a ideologia que a pessoa defende, mas em compreender o que a ideologia defende. Hoje a esquerda é vista como inimiga da democracia e para muitos, algumas causas que a esquerda defende, acabaram entrando na lista de ódio, quando na verdade esses direitos deveriam ser defendidos por todos independente de ideologia.

De uns tempos para cá, percebemos o aumento da intolerância religiosa, a violação dos direitos humanos, o crescimento da homofobia e atos contrário a outras causas defendidas pela esquerda. Essas ondas de violência contribuíram para que muitas pessoas saíssem dos armários, revelando suas verdadeiras identidades de preconceituosos, homofóbicos e intolerantes. Até o jornalismo está sendo alvo de ataques de forma generalizada.

As eleições de 2018 serviram para expor o verdadeiro caráter de várias de pessoas e membros de igrejas no Brasil, principalmente evangélicas neopentecostais que deixaram bem claro o tamanho da hipocrisia quando defenderam em seus debates e principalmente em suas redes sociais, questões que contrariam à bíblia e a sua própria doutrina. Tudo isso por causa de ideologia política, mesmo sem saber do que se trata. Eu cansei de denunciar “fake news” no Facebook e de contestar afirmações falsas. O pior disso tudo é quando uma pessoa sem conhecimento algum sobre história, política ou sua própria realidade, entra num debate para criticar a opinião do outro que está bem argumentada com uma base concreta. Só sai merda!

O Brasil está cheio de pessoas assim e isso é preocupante. Eu já imagino ler alguma reportagem na internet por causa da chuva de comentários podres de fanáticos da esquerda e da direita; pessoas que não têm amor a si próprio e nem aos outros, um tipinho de gente que dá nojo. E não estou me dirigindo só aos analfabetos, mas a todos os homofóbicos, os intolerantes, os violentos, os hipócritas etc. que na maioria das vezes são pessoas da alta classe da sociedade e com várias graduações (ainda bem que nível superior não faz ninguém superior a ninguém).

Uma pessoa que comemora uma tragédia, não é um ser humano: é um mostro e precisa de tratamento psicológico, porque já não se trata mais de ideologia e sim de psicopatia. Apesar de isso não ser normal, tem acontecido com frequência nas redes sociais e a tendência é piorar cada vez mais se depender da atual situação do nosso país. Não falo isso pelo fato de termos um presidente homofóbico e ditador, mas pelo pensamento errado de várias pessoas, às vezes absurdos, fora de lógica.

“A banalização da liberdade de expressão está passando dos limites. É direito de cada um manifestar sua opinião, desde que não viole os limites constitucionais”.

Para muitos, falar o que quer é liberdade de expressão, mas estão errados. Ofender, caluniar, difamar, praticar intolerância racial, religiosa ou homofóbica, não é liberdade de expressão é crime!

Quando alguém sem nenhum conhecimento mínimo sobre determinado fato, emite sua opinião sobre o mesmo, não só passa vergonha, mas envergonha todos os brasileiros. Como ou posso opinar sobre algo que não vi ou não conheço? Se eu te perguntar o que é esquerda ou direita em termos de ideologia você saberia me responder sem pesquisar no Google? Pode até ser que sim, mas a maioria dos brasileiros não. O que acontece quando um vendedor não conhece o produto no qual está vendendo e é questionado sobre determinada função em relação ao mesmo? Vai passar vergonha e provavelmente não terá argumentos para convencer o cliente a comprar o produto. É exatamente isso que acontece quando alguém ver uma manchete e já começa a chuva de comentários sem nem se quer entender os fatos, o motivo, a razão e etc… é lamentável e vergonhoso.

Outra coisa, nem sempre o conteúdo de uma notícia é a opinião do jornalista ou do veículo e o fato de um veículo sem parcial, não pode tirar a credibilidade de outros veículos. O jornalismo não deve ser punido por má conduta de alguns profissionais desqualificados. Não veja a mídia como inimiga do povo, mas como ferramenta fundamental e essencial para a democracia.

Estude um pouco e pare de passar vergonha na internet escrevendo merda.

*Os comentários não representam a opinião do blogue, a responsabilidade é do autor da mensagem. Antes de comentar, leia os Termos e Condições de Uso.

Deixe sua opinião

Foto: Reprodução/UOL

Bolsonaro diz que não nasceu para ser presidente

Logo - Gestão Humberto Pereira da Silva. Foto: Rede Social

Prefeitura de Tabocas do Brejo Velho vai disponibilizar agendamento biométrico para quem não tem acesso à internet